Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 24/08/2020
No ano de 2020 a Youtuber Débora Aladim foi cancelada ao cometer um erro, após confundir o nome do criador da psicólogia e depois pedir desculpas pelo equívoco, os internautas direcionaram discursos de ódio ao afirmar que a historiadora falava com propriedade sobre áreas diferentes de sua formação. Nesse contexto, é notório que a cultura do cancelamento está cada vez mais presente e mais banalizado na contemporaneidade. Dessa forma, tais situações decorrem tanto do falho senso de justiça da sociedade, quanto a presença do pensamento coletivo na atualidade. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade íntegra seja alcançada.
Primordialmente, o excesso de senso de justiça social é o principal causador do problema. Consoante o ativista Martin Luther King, a injustiça num lugar qualquer ameaça à justiça em qualquer lugar. Partindo desse pressuposto, o falho senso de justiça da população ao julgar erros que por muitas vezes são banais acaba contribuindo para ondas de ódio e julgamentos na internet podendo causar danos psicológicos e físicos. Nessa conjuntura, erros minuciosos podem transformar negativamente a vida de indivíduos, uma vez que a hipocrisia se torna presente ao julgar erros que os próprios indivíduos cometeram no passado.
Outrossim, o pensamento coletivo é um dos causadores do problema. De acordo com o filósofo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Tal personalização denota que a ausência do senso crítico na sociedade do espetáculo, os indivíduos acabam que por muitas vezes se moldar a opiniões em maioria nas redes sociais, uma vez que criticam em excesso e demasiadas vezes não procuraram entender ou aprender sobre os ocorridos. Dessa maneira, muitos indivíduos não se permite a aprender sobre evolução pessoal e social contribuindo para a realização de medidas prejudiciais.
Dessarte, medidas são necessárias para a resolução do problema. Desse modo, para que a sociedade adquira senso de justiça e do pensamento crítico, urge que o Governo Federal em parceria com MEC realize, por intermédio de verbas governamentais, eventos plurissignificativos tais como campanhas midiáticas, debates e palestras nas escolas, atividades lúdicas e oficinas educacionais, a fim de promover a diminuição da cultura do cancelamento e o aumento do aprendizado sobre senso de justiça. Soma-se a isso, o MEC deve fazer a inserção de matérias de reflexão, como sociologia e filosofia desde o 3° ano do ensino fundamental 1, a fim de incentivar o pensamento crítico. Dessa maneira, torna-se necessário a realização de tais medidas para que casos como o da Youtuber não se repita.