Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 22/08/2020

A cultura do cancelamento é um movimento recente; fomentado e difundido, principalmente, nas redes sociais; geralmente por adolescentes e jovens adultos. Essa onda tem seus prós e contras; em relação a prós vemos o aumento do debate e do combate à injustiças e preconceitos, já no lado contra vemos ações extremas e inflexíveis, sem abertura para conversa e aprendizado.

O “cancelamento” teve grande aderência da Geração Z; que é extremamente política , determinada a acabar com problemas sociais como racismo, homofobia, gordofobia, etc; e foi pensado como uma medida para acabar com o perpetuamento desses preconceitos, deixando de aclamar ou “dar palco” para pessoas que os reproduzissem. Mas muitas vezes  acontece apenas repulsa ao ato, sem mostrar porque tal coisa é errada.

A questão é que esses preconceitos estão enraizados na sociedade, e o cancelamento não é uma medida que vai “cortar o mal pela raiz” visto que, como foi citado acima, muitas vezes os “canceladores” não dão abertura de aprendizado para os “cancelados”; sem contar que erros são diferentes uns dos outros, e muitas vezes alguém que foi, por exemplo, ignorante com um funcionário vai ser colocado na mesma categoria de “mau” que uma pessoa que foi racista. Obviamente a primeira pessoa não teve uma boa atitude, mas não está no mesmo nível de um ato de racismo, que é um crime.

A cultura do cancelamento não começou com a intenção de crucificar quem erra, e sim com a vontade de mudar as injustiças que a sociedade tem. É preciso um lapidamento, promovido por escolas e até mesmo por pessoas com influência para ajudar a organizar esse movimento, oferecendo base em história, literatura e ciência para que os “canceladores” não só cancelem, mas eduquem os “cancelados”.