Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 21/08/2020
O filme “Divergente” retrata uma sociedade dividida em facções, o qual apresenta um grupo de pessoas excluídas da sociedade, já que esses não compartilham das características de nenhuma categoria. De forma semelhante, a sociedade contemporânea tem afastado cidadãos com ideais diferentes, explicitando uma cultura do cancelamento -boicotar alguém por causa de uma opinião. Dessarte, a intolerância e a espetacularização da sociedade são precursores dessa problemática.
Primeiramente, a comunidade -influenciada pela falta de consciência coletiva- demonstra-se favorável à exercer ataques e críticas não construtivas, indo de encontro ao avanço social. Tal egoísmo, evidenciado pelo filósofo Zygmunt Bauman, permite a manutenção da intolerância, já que os cidadãos se preocupam em cancelar as pessoas, e não em desenvolver intelectualmente o grupo social. Desse modo, a exclusão social, como retratada no filme “Divergente”, prejudica a saúde mental, como dito no Jornal “O Globo”, necessitando de mudanças.
Ademais, a supervalorização do uso das mídias proporciona a manutenção do cancelamento de alguns cidadãos com opiniões diferentes. Diante disso, é notório uma espetacularização da sociedade, como descrito por Guy Debord, já que as mídias sociais tem exercido seu poder para manipular e excluir os indivíduos. Dessa forma, o cancelamento se tornou algo natural e popular, sendo raramente contestado, já que esse virou um atração. Com isso, sua naturalização promove a manutenção da cultura do cancelamento, precisando de intervenções imediatas.
Portanto, é de suma importância minimizar a intolerância e a espetacularização da sociedade. Para tal, o Ministério da Educação, por meio da mídia -principal responsável pela propagação de informação- deve promover propagandas conscientizadoras. Tais publicações devem relatar o excesso de egoísmo na sociedade e a naturalização da cultura do cancelamento, evidenciando os efeitos negativos dessas ações na saúde mental. Por fim, a exclusão vista em “Divergente” será somente ficção.