Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 21/08/2020

Segundo o filósofo e sociólogo Zygmunt Baumam, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea só aumenta a crise mundial. Sendo assim, percebe-se que o “cancelamento” é um desafio para o Brasil, o qual ocorre devido às redes sociais livres e abertas para todas as críticas e opiniões, como também à classe social de cada indivíduo.

Primeiramente, é importante ressaltar que a liberdade existente na internet é a “chave” para as críticas e opiniões de qualquer indivíduo. Analogamente, segundo o colunista do The New York Times-Ross Douthat, “Você pode ser cancelado por algo simples que você fez diante de completos estranhos, mas que foi publicado contra o seu favor”. Além disso, as menções a uma pessoa ou a uma empresa costuma contemplar atitudes para o desgaste da imagem, sem que o indivíduo possa depor a verdade. Certamente, a população que repassa as mídias através das redes sociais sem saber a verdade por trás disso, não possuem a mínima ideia do “estrago” que podem causar na vida das vítimas do cancelamento.

Indubitavelmente, as divulgações nas mídias estão claramente refletidas nas classes sociais de cada indivíduo. De tal forma, o impacto dos compartilhamentos, o tempo de divulgação e as consequências das vítimas de cancelamento depende muito da classe social que está inserido na sociedade. Ademais, a população de classe baixa consequentemente demitida de seus empregos, possuem grande dificuldade de ser inserido novamente em novos trabalhos, diferentemente da vida dos famosos.

Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. O Ministério do Trabalho deve investir em empresas tecnológicas por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que essas empresas analisem o que será postado nas mídias sociais, principalmente nos sites de divulgações, analisando as notícias falsas e se irá prejudicar a população. Com essa medida espera-se que acabe as crises mundiais através de cancelamentos sem consentimento.