Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2020

O ‘’Ostracismo’’ de Atenas, na Grécia Antiga, foi um mecanismo de condenação política que bania um cidadão acusado em 10 anos. Por analogia, a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea tem como função ‘’excluir’’ pessoas por atitudes ou expressões que geraram reação negativa. Embora tal ato proponha intenção benéfica, as medidas de cancelamento são um problema, não somente por não poderem moderar alguma situação, mas por causarem danos às pessoas envolvidas.       Primeiramente, a cultura do cancelamento é uma ação que propõe deslegitimar alguém por algum erro cometido, gerando grande repercussão nas mídias sociais. Embora a proposta dessa ação ter a finalidade de deixar o legado da conscientização, tal ato não tem o poder de moderar todos os acontecimentos negativos por meio de cancelamento, ou seja, por exposições e críticas. No entanto, vale lembrar que qualquer crime cometido é de total responsabilidade do poder judiciário, no qual o corpo judicial julga e condena alguma atitude ou fala de acordo com a lei.                                              Ademais, a cultura do cancelamento ganhou destaque nas mídias, onde as pessoas realizam um pré-julgamento, tal fato engloba diversos resultados negativos, pois, apesar da tentativa de algum erro servir de lição ou aprendizado, muitas pessoas apresentam defesas que contribuem para a descriminalização social, como por exemplo, postergar o modo de pensar do outro. Vale lembrar que todo ser humano está propicio a errar e nem tudo que julgamos como errado, de fato é. No entanto, a cultura do cancelamento por vezes apresenta um julgamento cruel, que desrespeita os limites entre correção e humilhação. Nesse contexto, muitos envolvidos sofrem por danos à saúde mental, não somente pela exposição sofrida, como também pela polemica que acaba se tornando publica, gerando cisões bruscas.

Entretanto, medidas precisam ser tomadas para fim do impasse. Contudo, o ministério da justiça deve intervir nas ações de cancelamento, por meio de um projeto de lei que irá tornar crime a exposição social que pode causar ameaça à saúde mental e segurança de um indivíduo por algum deslize cometido. Com isso, ficará sob responsabilidade exclusiva da justiça, julgar e condenar alguma situação. Espera-se com isso, que as mídias sociais não funcionem como meio de julgamentos ofensivos, mas que sirvam como uma rede que busca pacificar as relações e o respeito ao próximo, eliminando qualquer forma de descriminação