Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2020

Aos 30 anos, é crucificado e morto Jesus de Nazaré, devido a não concordância dos romanos para com seus valores. Surge então, o cancelamento mais impactante da história do cristianismo. Hoje, mediante ao poder da visualização, na cultura de cancelamento contemporânea, evidências-se o agravamento das fake news em detrimento da velocidade da informação.

A começar, a velocidade da informação atribui a ela superficialidade. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade liquida”, as mensagens pós-modernas tendem a serem a serem mais dinâmicas e menos fundamentadas. Portanto, semelhante ao passado, o povo esta livre para debruçar seu julgamento em seus valores, sem necessidade do uso da racionalidade. Deixando assim, os mais sensíveis as crenças, sujeitos as fake news.

Logo, torna-se imprescindível a associação dessa à cultura de cancelamento. Agora convicto de seus ideias, afinal ele pode simplesmente achar e não provar, o romano pós-moderno pode “cancelar” tudo quilo que o ofende, e acima de tudo o irrita. Contudo, a raiva é um sentimento embriagador, que deixa o individuo passível a manipulação. A titulo de exemplificação, no período pré-eleitoral de 2017, vazou uma foto, uma fake news, da candidata a vice presidente pelo partido dos trabalhadores, com uma camiseta estampada “Jesus é travesti”, potencializando assim o cancelamento por parte dos evangélicos.

Em termino, cabe ao estado associado aos veículos de mídia, a culpabilização dos distribuidores de mentiras, por meio de campanhas como “fato ou fake”, com prisões ou multas. Em acréscimo, as mídias digitais devem aumentar a criteriosidade e a veracidade das informações, cobrando fontes. Para que no fim, em nome do achismo.