Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 19/08/2020
Os dois lados da moeda
A cultura certamente é um dos pilares mais importantes na caracterização de uma sociedade. Na atualidade, a “cultura de cancelamento” é a qual está ganhando cada vez mais destaque, sendo que quando começou há alguns anos, era uma forma de chamar a atenção para causas de justiça social e ambiental, geralmente. Entretanto, como a circulação na internet tem aumentado seu alcance, os efeitos dessa cultura na sociedade contemporânea são diversos, tendo tanto positivos quanto negativos, de modo que é preciso de informação e consciência para que esse fenômeno possa ser o mais benéfico possível.
Primeiramente, é interessante ter a noção de que o movimento surgiu como uma forma de amplificação das vozes dos grupos oprimidos, pressionando ações políticas de marcas e de figuras influentes. Sendo assim, o aspecto positivo desse movimento é evidenciar e ensinar sobre temas sociais feministas, racistas, homofóbicos, gordofóbicos e até mesmo ecológicos, que são de extrema importância para a construção de uma sociedade mais tolerante com as diversidades.
Por outro lado, como a internet está inserida em um contexto de Modernidade Líquida, segundo o filósofo e sociólogo Zygmund Bauman em sua tese, ou seja, está constantemente se alterando, a cultura de cancelamento já possui pontos negativos à medida que na maioria dos casos é acompanhada por discurso de ódio e xingamentos, perdendo o embasamento consciente da coletividade e eficiência, já que não há uma conversa fundamentada.
Diante desse contexto, é importante que os pais e/ou responsáveis, que são um importante agente na formação de indivíduos, eduquem as crianças por meio de ensinamentos sobre empatia e tolerância para que elas cresçam tolerantes com as diversidades e diminuam o uso de discurso de ódio, usando mais do diálogo respeitoso para corrigir atitudes incoerentes com o cenário atual.