Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 12/01/2021
O advento do novo coronavírus no mundo trouxe a em pauta as pessoas que são contra a vacinação. Também, ficou evidente a disseminação rápida de fake news no mundo conectado pela internet. Nesse sentido, no que tange à questão da vacinação, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da falta de comunicação segura entre Estado e cidadãos.
Primariamente, deve-se lembrar de que este fato já ocorreu anteriormente no Brasil. Em 1904 no Rio de Janeiro, devido aos graves problemas de saúde pública surgiu a obrigatoriedade da vacinação. Pessoas tinham suas casas invadidas por agentes do governo e vacinadas em meio a uma reforma higienista, contra os mais pobres que eram enviados à periferia. Com isso, surgiu a Revolta da Vacina. Após o confronto, a vacinação deixou de ser obrigatória. Posteriormente ao conhecerem estudos e informações sobre a vacina passaram a se vacinar. Mostrando o dano da não comunicação do Estado com a população.
Ademais, deve-se levar em conta que as vacinas também possuem contraindicações e efeitos adversos. Porém a Organização Pan-Americana de Saúde declara que as reações costumam ser leves. Quando há reações mais graves, que são raríssimas, elas são devidamente estudas. Porém, hoje com o uso de mídias sociais é possível encontrar veiculação de informações falsas de pessoas que se dizem profissionais da saúde ou dizem conhecer algum médico. Além da replicação repetida de algum caso ocorrido.
Portanto, diante do que foi exposto, fica claro que medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas de vacinação com divulgação nos meios de comunicação como televisão, outdoors e banners nos postos de saúde. Também deve ser divulgados canais como telefone ou e-mail, para que os cidadãos possam tirar suas dúvidas. Além de treinamentos com os profissionais da saúde e divulgação de dados de incidência de doenças, número de vacinados e casos de efeitos adversos. Com isso, assim como na Revolta da Vacina, com acesso a informação de órgãos oficiais os cidadãos podem sentir-se seguros ao se vacinar.