Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 11/01/2021
A Revolta da Vacina ocorrida no Brasil, em 1904, foi um movimento contrário a vacinação obrigatória. O Governo Federal usou do seu poder diplomático e militar para invadir a residência dos brasileiros e forçá-los a se vacinar, gerando grande descontentamento. Trazendo o debate para a atualidade, observa-se que nos últimos anos o movimento contra vacina voltou a crescer, apesar da população conhecer os benefícios e o processo não ser forçado, muitos indivíduos optam por não se vacinar ou não vacinar a família, agravando o quadro de perigo à saúde pública. Dessa forma, é imprescindível o debate acerca da importância da vacinação, visando a conscientização da população e desmistificação dos mitos que incentivam o movimento.
No que se refere a vacinação, é certo dizer que ela foi responsável pela erradicação de diversas doenças, como a varíola por exemplo. Durante a Idade Média e Moderna, endemias e pandemias devastaram grandes populações, com o passar dos séculos e avanço científico descobriu-se que a vacina poderia reverter esse cenário. A partir de muito estudo e conscientização dos indivíduos, a mortandade mundial diminuiu drasticamente, entretanto, hodiernamente, ainda é necessário que campanhas incentivando a vacinação sejam realizadas, visto que, muitas vezes, pelo contato com informações mentirosas, pessoas deixam de se vacinar colocando a saúde do meio em risco.
A partir dessa perspectiva, uma pesquisa, realizada pelo Ministério da Saúde, coletou dados que afirmaram que, de 2014 a 2017, a taxa de vacinação no país reduziu cerca de 15%. Analisando os dados, nota-se que tal diminuição está diretamente relacionada à disseminação de notícias ilusórias que afirmam que a vacinação pode trazer diversos malefícios a saúde, como doenças mentais e físicas, por exemplo. Todavia, vacinas têm a finalidade de proteger o corpo contra doenças infecto-contagiosas, de modo que, ao ser administrada, essa protegerá tanto o indivíduo, quanto a comunidade. Dessa forma, torna-se inquestionável a necessidade da vacinação coletiva de modo consetido, respeitando o direito individual.
Portanto, conclui-se que para que se tenha uma população saudável e protegida, visando a melhora do bem-estar comum, o Ministério da Saúde deve conscientizar o todo, apresentando os benefícios e desmistificando o movimento contra vacina. Tal ministério deve fazer isso a partir de campanhas educativas nas escolas e nas comunidades, além de punir, juntamente com as políticas públicas de segurança, com multas, os manifestantes contrários à campanha, visto que apresentam perigo a saúde coletiva. A partir da realização de tais medidas, não será necessário retroceder e voltar a vacinação obrigatória, uma vez que os cidadãos se vacinarão de modo arbitrário e responsável.