Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 11/01/2021

‘‘Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo’’. O argumento de Marx leva ao pensamento de que é preciso transformar o mundo. Nessa perspectiva, ao se discutir sobre a obrigatoriedade da vacina, o ponto fundamental é: a partir da Terceira Revolução Industrial, a biomedicina desenvolveu artifícios, a fim de conter as patologias manifestantes até então e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida e expandir tal expectativa. No entanto, o que se observa é a difamação no que tange ao efeito desses recursos, criados por essa área, pela própria população, dificultando o compartilhamento dessas, seja pela falta de informação verídica, seja pela passividade do Estado em romper com estas falácias.

Diante desse cenário, detaca-se a ideia de que, ao longo da história, o Governo brasileiro não se predispõe a construir uma comunicação efetiva com os cidadãos, uma vez que diversos conflitos são vistos durante a ordem cronologia, tanto pela inexistência de uma relação transparente entre ambos, quanto pela imobilidade do povo em se antenar com as inovações. Com isso, pode-se mencionar a Revolta da Vaciana de 1904, dentro da República Velha, haja vista que tal movimento emergiu devido à iniciativa dos Regentes em promover a vacinação obrigatória sem prévio aviso à sociedade, provocando essa desavença dos grupos e, de certa forma, destruindo a imagem desses benefícios, causadores de tantas polêmicas. Assim, é notório o pedido por movimentação do Comando superior, com o propósito de interferir diretamente na mitigação dessa discordia.

Antes de lançar avaliação precipitada sobre essa questão, em função do desconhecimento desse meio de imunização ativa, aliada a desconsideração de possíveis seleções naturais de patógenos resistentes graças a não profilaxia de todos, há a probabilidade de ineficácia desses mecanismos ao percorrer do tempo. Essa argumentação sustenta-se nos possíveis retornos da Rubeola e da Variola, doenças virais praticamente erradicadas, porém entram em atividade, conduzidas por movimentos anti-vacinas e outras medidas humanas ignorantes. Visto isso, fica claro que a procura por instrução básica é imprescindível para evitar essas decisões equivocadas, as quais impedem a harmonia social.

Portanto, é imperativo que o Ministério da Saúde promova ações, com propagandas e postagens que abordem a necessidade da vacinação, a importância e o motivo de tal existência, de modo coordenado com Gorvernante, com o fito de usar da simbologia nacional do carismático para aliar-se à figura pública, estabelecer confiança nessa ferramenta e procurar eliminar qualquer postura contrária, tornando essa obrigação em algo natural e coeso. Desse modo, tornar-se-á viável esse processo essencial e alterar-se-á o funcionamento da comunidade, como queria o Sociólogo Karl Marx.