Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 11/01/2021
Da prevenção ao bem estar social
Em 1904, o medo causado por uma vacina mobilizou o Rio de Janeiro contra a descoberta recente, na chamada Revolta da Vacina. Não obstante, hodiernamente, após inúmeros avanços, a sociedade brasileira ainda desconfia das vacinas. Para tanto, a obrigatoriedade é necessária, ora pela garantia de saúde à todos; ora pela redução dos gastos públicos com tratamentos evitáveis.
A priori, a Constituição Federal brasileira assegura o bem estar social de toda a população, o que inclui a garantia da saúde. No entanto, tal direito não se verifica em sua totalidade na realidade brasileira, haja vista que inúmeras pessoas são resistentes à vacinação e, por isso, não aderem a prevenção ativa. Outrossim, para proteção integral da nação, além da erradicação do microorganismo causador, é de suma importância a vacinação para todos - que se encontra disponível gratuitamente no SUS. Além disso, cabe ressaltar que muitos indivíduos não aderem as campanhas em virtude de notícias falsas espalhadas na internet - microchips e efeitos colaterais infundados são algumas das manchetes-, as quais geram pânico e desconfiança na sociedade. Dessa forma, a responsabilidade sobre a saúde não compete apenas ao Estado, mas também, a população que pode e deve aderir aos recursos disponíveis, com sabedoria para discernir quando está sendo manipulada por “fake news”.
A posteriori, a vacinação da população - desde a infância até a vida adulta - é capaz de reduzir os gastos públicos na saúde, afinal, os tratamentos são dispendiosos, enquanto que a prevenção é mais econômica e efetiva. Dessarte, é recorrente o medo parental irracional, no qual pais proibem seus filhos de adquirir a prevenção ativa, o que os coloca em grande risco. Segundo Antoine de Saint Exupéry “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, sendo assim, quando os pais impedem a vacinação dos filhos -seja pela religião, seja por “fake news”-, estão assumindo um risco desnecessário, além de influenciar seus filhos a futuramente ter a mesma iniciativa. Dessa forma, ao não aderir a vacinação, a população coloca a si mesma em risco, sem poder cobrar do Estado medidas, além de obrigar o Estado a despender mais recursos financeiros e sobrecarregar hospitais com doenças que poderiam estar erradicadas.
Portanto, na conjuntura atual, é necessário que o Governo Federal faça campanhas publicitárias que expliquem o funcionamento das vacinas, para a obrigatoriedade delas não ser algo necessário futuramente. Ademais, é pertinente o apoio das empresas privadas com capital para financiar médicos e cientistas nas explicações publicitárias, a fim de, finalmente, a desconfiança científica não ser mais recorrente na sociedade, mas sim, a garantia da saúde e do bem estar geral.