Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 11/01/2021

O desenvolvimento tecno-científico possibilitou a criação de diversas ferramentas, como as vacinas, que não só melhoraram a qualidade como aumentaram a expectativa de vida da população. Todavia a eletização desse conhecimento, aliada à ignorância dos indivíduos e ineficiência do Estado, criaram um grande óbice para a saúde pública. Ademais, essa postura potencializou o surgimento de grupos que questionam a eficácia deste método e condenam a obrigatoriedade dessa prática tão necessária ao cuidado da saúde, colocando em risco toda a população.

Em primeira análise é válido ressaltar que no Brasil a vacinação já é obrigatória, visando a manutenção da saúde e integridade do cidadão. Outrossim, a imposição de tal se faz necessária por tratar de uma questão de saúde pública e não de liberdade individual. Destarte, a não vacinação de parcelas da sociedade pode fazer com que os agentes patológicos sofram mutações e adquiram resistência à vacina existente, de modo a comprometer a eficácia desta e colocando em risco a vida de todas as outras pessoas. A exemplo, pode-se citar o vírus Influenza, que frequentemente sofre mutações, fazendo-se necessário o desenvolvimento anual de uma vacina para combater a doença e proteger a população.

Concomitantemente, a ausência de ações governamentais e das grandes corporações para divulgar, de forma acessível à todas as camadas da sociedade, o funcionamento da vacina, bem como de efeitos colaterais e tecnologias empregues em sua fabricação, afastam as pessoas do processo e prejudicam a credibilidade de tal. Desse modo, abre-se espaço para manifestações de ignorância, pautadas em “fake news” como é o caso do movimentos antivacina. Expressões como esta vêm crescendo ano após ano, desde a publicação de um artigo oportunista de Andrew Walkfield em 98, que associava erroneamete vacinas à autismo. Conquanto, o movimento antivacina acaba atingindo principalmente as camadas menos favorecidas da sociedade, que por sua vez são também as mais expostas a essas patologias, se modo que o risco acaba sendo exponencializado.

É notório que a obrigatoriedade da vacinação se faz necessária, dentro de uma sociedade que não democratiza o conhecimento de forma eficiente, para proteção da própria população civil. Impende-se, portanto, que o Ministério da Saúde invista em campanhas de vacinação e fiscalização de tal. Ademais, cabe a este mesmo, em parceria com o Instituto Butantan, fiscalizar notícias falsas e retira-lás da rede, além de levar à população conhecimentos a certa da vacina e sua importância, de forma transparente e didáticas, por meio de postagens, folders e palestra para todas as camadas sociais. Dessa forma poder-se-ia aumentar o cuidado dos próprios cidadãos com sua saúde.