Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 12/01/2021

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa sobre vacinação, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo avanço da medicina e pesquisas, seja pelo acesso precário à saúde.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o avanço da medicina e pesquisas rompe essa harmonia, haja vista que a educação no País não seja referência, pois, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, o Brasil ocupa o 53° lugar em educação.

Outrossim, destaca-se o acesso precário à saúde como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que aproximadamente 75% dos brasileiros dependam unicamente do Sistema Único de Saúde, o SUS, entretanto, o SUS não têm suporte para atender 25% da população, como consta no resultado da Pesquisa Nacional da Saúde (PNS) em 2016. Dessa forma, a vacinação deveria ser obrigatória para todos que a pudessem tomar, assim, o país erradicaria doenças e aqueles que não pudessem fazer uso de vacinas estariam protegidos pela imunidade de rebanho.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) juntamente com o Ministério da Saúde deve interceder para que todos os brasileiros tomem vacinas, pois, vacinação é um movimento coletivo, promovendo assim, um pleno funcionamento da sociedade. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, professores, médicos e pesquisadores que discutam sobre o bem que a vacinação trará à sociedade como um todo, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.