Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 11/01/2021
A revolta da vacina, movimento ocorrido no início do período republicano, teve suas causas associadas a intensa desinformação da população local e propagação de notícias falsas, a respeito dos efeitos causados pelo seu uso. Atualmente, no Brasil, embora haja inúmeras campanhas e manifestações a favor da vacinação, a disseminação de notícias falsas a cerca do seu uso vem provocando a formação de movimentos anti-vacinas. No entanto, tendo em vista que a falta de adesão a vacinação pode acarretar em danos não apenas individuais, mas também coletivos sua aceitação nacional deve ocorrer mediante o esclarecimento populacional visando o bem-estar.
Em primeira análise, é evidente que um dos principais argumentos utilizados por aqueles que evitam o uso da vacina estão associados aos seus possíveis efeitos colaterais, esses por sua vez na maioria dos casoos partem de informações falsas. Segundo, René Descartes, filósofo e matemático, não se deve traduzir em verdade absoluta toda e qualquer informação recebida. Nesse sentido, muitos cidadãos por não se informarem a respeito da importância do uso das vacinas e serem diariamente bombardeados de informações de viés duvidoso acabam por associar o processo de vacinação a algo prejudicial a saúde. Consequentemente, sendo manipulados e tomando decisões por vezes alienados. Em suma, é coerente a necessidade de diálogos que tornem a população esclarecida.
Ademais, é válido destacar que a aceitação a vacinção não se trata de uma decisão individual, uma vez que seus efeitos atingem toda a sociedade. Sob tal ótica, é importante destacar o pensamento do filósofo Jurgen Habermas em seu conceito de ‘‘Ação comunicativa’’ em que segundo ele a deliberação política deve ocorrer levando em consideração a diversidade de opiniões visando sempre o bem -comum. Sendo assim, sabendo que um cidadão não vacinado pode ocasionar um risco de saúde ao ciclo social que convive, é imprescindível o uso da vacinação na promoção da segurança pública. Desse modo, é notório a carência de uma ideologia coletiva voltada ao bem comum.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o problema. O Ministério da Saúde, como órgão regulamentador da administração e manutenção da saúde pública, deve impedir a divulgação de notícias inverídicas relacionadas a saúde, por meio de um projeto de lei a ser entregue a câmara. Nesse projeto deve constar a necessidade de fiscalização dos conteúdos divulgados a fim de reconhecer a veracidade das informações repassadas. Espera-se, com isso, a formção de uma população mais bem informada e cuidadosa com a saúde.