Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 12/01/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. Entretanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade brasileira no que concerne à questão da não vacinação, gerando um impasse se ela deve ou não ser obrigatória. A partir desse viés, nota-se a existência de um grande problema, em virtude da falta de conhecimento e da irracionalidade.

Dessa maneira, é lúcido, mormente, atentar para a ausência de informação presente no tema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a vacinação e seus efeitos, sua visão será limitada, o que dificulta o cuidado com a saúde da popolação.

Ademais, outra dificuldade enfrentada é a questão da irracionalidade. De acordo com René Descartes, o filósofo considerado pai do racionalismo, a conscientização através de um pensamento só ocorre quando a mesma está pautada na razão. Nesse contexto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão da sociedade não se vacinar, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento consciente, pois negligenciar uma vacina que pode salvar sua vida não é agir racionalmente. Assim, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada.

Convém, portanto, que, à custa da falta de conhecimento e de racionalismo, medida sejam tomadas. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, desenvolva ‘‘workshops’’, em escolas, que auxiliem os participantes na construção do seu pensamento crítico. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas, que ensinem a aplicação do pensamento racional na busca por vacinas e, destarte, não sendo necessário obrigar a população já consciênte. Somente assim, a máxima de Sartre seria concretizada na realidade brasileira.