Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 11/01/2021
A revolta da vacina, ocorrida no Brasil no início do século XX, marcou uma época de incertezas e imposições quanto o uso da vacina na população do estado do Rio de Janeiro, pois a falta de informações em relação aos métodos e a eficácia do medicamento não foram levadas ao povo de forma a garantir sua devida aplicação. Hoje, a realidade não difere daquela do século passado, e devido a facilidade de acesso as informações e ao leque de publiçacões cientifícas, surgem grupos prós e contras o uso de vacinas, e questões quanto a obrigatoriedade ou não vêm a tona. Essa dicotomia tem se perpetuado, principalmente em função de um Estado que não divulga informações, atrelada a questões sociais e educacionais do país. Logo, buscar compreender essa conjuntura faz-se necessário.
Em primeira análise, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direitos de todos bem como o acesso à informação e transparência. Nesse sentido, o governo brasileiro sendo o detentor dos dispositivos legais, peca, pois essas incertezas em relação ao uso de vacinas que permanece em nosso cotidiano estão intimamente ligadas à essa negligência do Estado em levar esclarecimentos à população. Desse modo, grupos antagonistas surgem e corroboram para a persistências desse fato. Paralelamente, essa é a ideia do sociólogo Émile Durkheim, o Fato Social é dotado de exterioridade, coercitividade e generalidade. Sob tal ótica não é dificil compeender a ineficácia do governo brasileiro.
Alem disso, contribuiem para esse quadro nefasto problemas relacionados ao nível educacional e social da população. Conforme postulado pelo filósofo Theodor Adorno: “Quanto mais esclarecido é um indivíduo, mais esclarecida é a sociedade”. Partindo desse pressuposto, é compreensíve que em uma população com mais de 10 milhões de analfabetos, segundo dados do IBGE, estejam presentes problemas como este em relação ao uso ou não de vacinas, haja vista que à falta de senso crítico, bem como à facilidade de manipulação e má interpretação da realidade por parte dessa parcela de cidadãos tornam essa fato mais controverso.
Portanto, fica claro que tanto o Estado, quanto problemas educacionais e socias são fatores que auxiliam nessa oposição de ideias acerca da obrigatoriedade da vacina no Brasil. Com finalidade de melhorar e/ou acabar com essa problemática, é mister que o governo federal por meio do Ministério da Saúde e da Educação, com base em suas diretries orcamentárias, destine verbas para a criação de campanhas informativas nas escolas e em postos de saúde, através de professores e a equipe saúde da família, com o objetivo de esclarecer à população, sobre métodos, eficácia e efeitos das vacinas que são distribuidas aos cidadãos. Assim, a curto prazo, o postulado pelo filósofo Theodor Adorno será uma realidade brasileira e a nação ficará mais esclarecida e com senso crítico.