Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 11/01/2021
Durante a década de 80, o Brasil se empenhou na vacinação contra a poliomielite, criando propagandas e até o famoso mascote “Zé Gotinha”, assim tendo um resultado expressivo no combate à doença. Porém, atualmente, a questão sobre a vacinação no país tem entrado em debate por grupos antivacina, uma vez que esses contestam a eficiência daquela por conta da falta de conhecimento sobre o assunto bem como a deconfiança para com a imunização. logo, faz-se necessário análisar a obrigatoriedade da vacinação nos campos legais e socias.
Primeiramente, sabe-se que a ausência de entendimento sobre a temática corrobora para a disseminação da desordem, haja vista o que aconteceu durante a revolta da Vacina em 1904 no Rio de Janeiro onde a população, por não entenderem a nova forma de prevenção patológica e também pelo governo não esclarecer as ideias, rebelaram-se contra a administração do estado carioca por quase duas semanas. Desse modo, fica claro como a falta de conhecimento sobre o assunto é prejudicial à manutenção do estado de bem-estar social , pois tal cenário não ajuda no combate à problemática mantendo os cidadãos sob más influências de terceiros.
Ademais, a falta de conhecimento traz consigo a desconfiança do povo em relação à vacinação, as vezes, gerada pelo próprio governo o qual pouco esforça-se para garantir os princípois do artigo 6° da Constituição de 1988 que dá direito à saúde. Isso pôde ser observado no discurso do então presidente, Jair Bolsonaro, quando ele falou da obrigatoriedade da vacina do coronavírus, doença causadora da pandemia de 2020, onde ele incitou a possibilidade das pessoas virarem jacarés ao tomarem a vacina. Essa declarativa, pode acarretar no povo um sentimento antivacina já que ela vem de uma autoridade do estado. Dessa forma, o descrédito para com a vacinação aumenta, tornando o diálogo científico difícil e possibilitando a proliferação de doenças entre os indivíduos.
Diante disso, portanto, é substancial a resolução do tema para garantir a plena saúde coletiva. Para tanto, o Ministério da Saúde em parceria com canais de comunicação precisam demonstrar a eficácia das vacinas por meio de propagandas e campanhas, além de ressaltar sua obrigatoriedade para que a qualidade de vida da nação seja assegurada e a sua expectativa eleve-se de tal forma aos países de primeiro mundo e os brasileiros possam delitar-se da saúde plena. Destarte, o direito básico será certo assim como foi na década de 80 com as campanhas contra a poliomielite.