Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 10/01/2021
A Revolta da Vacina, movimento popular ocorrido no Rio de Janeiro no início do século XX, teve como principal objetivo combater as forças do governo brasileiro, o qual tinham interesse em vacinar as pessoas de forma “forçada”. Conquanto, tal prerrogativa vem se fazendo presente no cenário atual, uma vez que se observa a divisão de parcelas da população que apoiam a vacinação obrigatória, e outras que são contrárias. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa uma análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a difusão cada vez maior das chamadas “Fake News”, as quais propagam informações errôneas sobre inúmeras coisa, inclusive sobre vacinação. Segundo dados estatísticos da ABEP, cerca de 110 milhões de brasileiros são bombardeados todos os dias com informações falsas.
Ademais, é fundamental apontar a vacinação como um impulsionador indispensável para o controle ou erradicação de determinadas doenças que assolam não somente o Brasil, como o mundo. Diante de tal exposto, tem-se a varíola como exemplo, a doença após 10 anos de esforços em 2020 fora mundialmente erradicada, algo que foi possível com a imunização ativa. Logo, é inadimissível que esse cenário de contrariedade a vacinação continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio de ações que promovam a educação sobre saúde, possam ensinar mais sobre vacinação; saúde pública e etc - a fim de conscientizar um maior número de pessoas. Paralelamente, é imperativo que o poder legislativo, por meio de leis - possam punir pessoas que propagam “Fake News”. Assim torna-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na magna carta.