Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 12/01/2021
Individualismo, ignorância e apatia, assim se desemboca o contexto da obra literária, “Ensaio sob a cegueira”, de José Saramago, o qual descarna as relações sociais em circunstâncias extremas e os interesses que regem os indivíduos. Fora da narrativa, é evidente que a alienação e o egocentrismo é um emblema para a sociedade, pois a partir da reprodução desses comportamentos que potencializa-se o negacionismo e a obsolescência sobre questões, como: a vacinação. Portanto, é coerente desconstruir os aspectos obscuros que pleiteiam o tecido social e o fragmentam.
Sob esse prisma, é válido pontuar que no início do, século XX, ocorria a ‘Revolta da vacina’, movimento gerado pelo descaso governamental, no qual não orientou a população sobre a medida profilática que estava sendo tomada, a desinformação e o temor que impulsionaram a revolta. Dessa forma, é possível analisar que, atualmente, há uma notória persistência do desconhecimento engajado com notícias falsas, o qual engedra manifestações de repúdio e irreverência contra a ciência. Em síntese, é necessário criar artifícios que rompam com essas ideologias geradas pela insegurança e ignorância.
Em segunda análise, vale salientar a proeminência da vacinação, já que permite a erradicação de enfermidades e é um modo de assistência sanitária para comunidades carentes. Em conformidade com o pensamento do iluminista, Immanuel Kant, afirmava sobre o imperativo categórico, isto é, o cidadão deve agir desprovido de interesses financeiros ou de ‘status’ social e, sim com a simples cobiça de gerar o bem na sociedade. Não obstante, é visível que o ato de se vacinar corresponde, não só a uma prevenção individual mais sim a um método de progresso e ajuda cidadã. Vide a estabilização de uma relação harmônica com o desenvolvimento científico e amplificando a possibilidade de minimizar a ocorrência de mais moléstias disseminadas na nação.
Inexoravelmente, a vacinação representa a cidadania e saúde pública, no entanto, correntes fomentadas pela reclusão de informação demonstram a falta de integração estrutural da sociedade. Logo, cabe a Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, ministrar palestras com agentes de saúde em mídias sociais e em centros públicos, explicitando a qualificação dos profissionais que produzem a vacina, os testes e a comprovação da eficácia, mas também como simboliza uma atitude bioética da população e um comportamento altruísta para com toda a pátria, garantindo um lugar biosseguro e distante de mazelas oportunistas. Diante disso, estimulando a vacinação e concedendo uma maio coerção social, inviabilizando o crescimento de um sistema obtuso e de pensamentos infundados na hipocrisia.