Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 08/01/2021
Ocorrida no Rio de Janeiro, em 1904, a Revolta da Vacina foi uma rebelião popular contra a vacinação compulsória anti-variola. Nesse cenário, a medida sanitária teve como principais obstáculos o carater impositivo e a falta de informação acessível à população carióca. Diante disso, refletir sobre o episódio ocorrido pode ampliar o entendimento da questão: A vacinação deve ser obrigatória?
No intuito de lidar com o acúmulo de toneladas de lixo na capital, o então presidente Rodrigues Alves resolveu promover um programa de saneamento, a fim de evitar a ploriferação de mosquitos e ratos, vetores da varíola, doença que matava milhares de pessoas anualmente. Além disso, nomeou o Doutor Oswaldo Cruz a Diretor de Saúde Pública. O então Diretor instituiu a obrigatoriedade da vacina, causando um descontentamento geral e, consequentemente, um grande tumulto que resultou em algumas prisões.
Apesar do episódio ter ocorrido há mais de 100 anos e ser estudado nas escolas, ainda hoje, existem aqueles que se opõem a vacinação. Atualmente, vivemos em um cenário de pandemia do novo corona vírus e novamente a questão sobre a imposição da vacina tem sido levantada. Durante a revolta, por falta de informação. Hoje, por desinformação e disputas políticas. Apesar da austeridade e das consequências negativas, é possível concluir que Oswaldo Cruz acertou em imunizar o máximo de pessoas possíveis, pois desde 1970 a doença forá erradicada.
Dessa forma, pode-se perceber que a obrigatoriedade da vacina não é apenas um direito, e sim um dever, bem como votar. Diante disso, cabe aos Governos em todas as esferas: Federal, Estadual e Municipal, dialogar com os cidadãos não só por meio da mídia, mas também através de programas educacionais presentes nas escolas sobre a importância da imunização de massa na erradicação de doenças infectocontagiosas. Também, faz-se necessário que o Ministério da Saúde possa delegar o poder de fiscalização aos agentes comunitários de saúde para que esses possam informar as autoridades do Ministério Público sobre os cidadãos que recusarem a vacinação, de maneira que estas pessoas tenham a suspenção temporária do direito a livre circulação, já que é sabido que nós humanos também somos vetores. Feito isso, será possível erradicarmos a doença.