Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 06/01/2021
Quando se fala sobre saúde pública, é inevitável reconhecer a importância da vacinação no processo de imunização e combate de doenças. Contudo, o debate sobre a vacinação ser ou não obrigatória tem sido tema recorrente no mundo inteiro. Nessa discussão, é importante analisar que os partidários do movimento “antivacina” - além de se basearem em efeitos colaterais não comprovados cientificamente para depreciar o método - não levam em conta todos os benefícios que a imunologia trouxe à saúde das pessoas em tão pouco tempo.
Primeiramente, é válido analisar o tema em pauta a partir da realidade do Brasil no início do século XX: o país passava por uma epidemia de varíola; uma vacina foi desenvolvida com um líquido da ferida de vacas infectadas pela doença. Devido a essa peculiaridade, um boato que afirmava que, ao tomar a vacina, a pessoa desenvolveria feições bovinas se espalhou e fez com que muitas pessoas se recusassem a se imunizar contra a doença. As autoridades reagiram de forma enérgica, e isso culminou na “Revolta da Vacina”. Nessa conjuntura, as pessoas tiveram de sofrer as consequências da epidemia somadas aos desastres da revolta.
Em segundo lugar, torna-se imprescindível comentar sobre os efeitos negativos que a falta de conhecimento técnico e científico inerente ao grupo dos “antivacina” causa ao problema de saúde atual vivido no mundo. Como se sabe, há várias empresas envolvidas no processo de criação de uma vacina contra a COVID-19, e, segundo reportagem da edição de novembro da revista Superinteressante, uma das mais promissoras e mais seguras é a Coronavac, que está sendo desenvolvidada na China. Entretanto, no Brasil, o próprio presidente declarou para vários veículos de comunicação que não tem a intenção de comprar a vacina chinesa, simplesmente pelo fato de a pandemia ter se iniciado em território chinês e, por esse motivo, a Coronavac não ser confiável.
Com base no que foi exposto, fica evidente que a vacinação deve ser obrigatória, visto que é uma medida coerente e concisa com os princípios de conservação do bem-estar social. Dessa forma, o órgão máximo de saúde, a OMS (Organização Mundial da Saúde), deve criar protocolos rígidos para produção de vacinas bem como fiscalizar todo o processo de testes, a fim de garantir a eficácia dos métodos utilizados e a eliminação de todos os riscos para a população.