Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 10/01/2021

A negação a imunização no Brasil apareceu com a vacinação obrigatória para conter a epidemia de varíola na cidade do Rio de Janeiro no século XX. Esse contexto infausto perpetua no Brasil hodierno pela desconfiança da sociedade na imposição dos imunizantes que prometem erradicar patologias denominadas imunopreveníveis. Por conseguinte, torna impreterível a análise e a resolução dessa conjuntura com o intuito de entender essa necessidade vacinal no cuidado da saúde.

Sob esse prisma, os brasileiros retardam a aplicação dos imunizantes por questionarem o seu uso obrigatório. Acerca disso, segundo a Organização Mundial da Saúde, a hesitação para vacinar é uma das dez ameaças globais à vida. Nesse viés, no Brasil isso ocorre em razão da ausência de percepção dos riscos das doenças preveníveis por vacinas e da eficácia delas. Dessa forma, a escassez de informação segura prejudica o dever vacinal e a sua importância para a qualidade de vida da população.

Ademais, buscas sobre vacinas na ‘‘internet’’ permitem o rápido encontro com informações sem qualidade científica, o que gera, pelos indivíduos, aflição com os possíveis efeitos colaterais dos imunizantes obrigatórios. Isso posto, conforme a sociedade Brasileira de Imunização, cerca de 70% dos brasileiros acreditam em ao menos uma afirmação imprecisa sobre vacinação. Em consequência, a recusa vacinal sucede em virtude da ausência de conhecimento prévio para fazer um julgamento adequado do que é certo e inverídico. Assim, o conteúdo desinformativo no ambiente virtual produz o desserviço ao trabalho dos profissionais de saúde, os quais no hodierno cenário são as mais confiáveis formas de informação para preservar a confiança da população sobre a obrigatoriedade da vacinação.       Portanto, no âmbito da União, é ‘‘mister’’ que o Poder Executivo deve tomar providências para esvanecer o cenário vigente. Logo, para extinguir as dúvidas e assegurar a confiança nas vacinas obrigatórias, é inadiável ao Ministério da Saúde desenvolver ferramentas de comunicação, as quais consigam aumentar a credibilidade dos imunizantes e mitigar a recusa da obrigação vacinal entre os brasileiros. Isso deve ser feito mediante a implementação de políticas públicas que estabeleçam um protocolo vacinal para padronizar a abordagem dos profissionais de saúde quando esclarecem dúvidas e eliminam mitos estipulados pelos perpetuantes de sentimentos negativos quanto a necessidade e segurança vacinal. Destarte, a hesitação da vacina pelos brasileiros, considerada pela OMS como uma das dez ameaças a saúde mundial, será assolada no país.