Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 08/01/2021
No ano de 1796 ocorreu a primeira inoculação da vacina contra a varíola na Inglaterra, criada pelo médico Edward Jenner, e no ano de 1804 ocorreu a chegada desse medicamento no Brasil. Logo depois, no decorrer do século XX, iniciaram-se programas de vacinação contra diversas doenças no país, assim, resultando na erradicação ou na redução dessas moléstias, contudo, na atualidade, as conquistas da vacina têm sidos postas em xeque, gerando a redução nas taxas de vacinação. Dessa forma, ponderando os cuidados com a saúde pública, a vacinação deve ser facultativa.
Primeiramente, a divulgação de fake news e de artigos de pseudo-médicos tem causado incertezas sobre aversões de possíveis efeitos colaterais. Uma vez que a Terceira Revolução Industrial garantiu a população mundial a conectividade entre os indivíduos, ela facilitou o ascesso à informação, como também a sua propagação, tal fato possibilitou o desenvolvimento e alastramento das fake news, que relacionam a vacina com a evolução de doenças como o autismo, além de assistir indivíduos para a divulgação de suas ideias, sendo essas de acordou ou não com os estudos científicos. Assim, essas ocorrências estão de acordo com a Pós - Verdade, proposta pela Universidade Oxford em 2016, em que um indivíduo altamente sedutor profere crenças e opiniões sem relação com a verdade ou pensamento cientíco a fim de seduzir o seu intelocutor.
Para além da questão midiática, a obrigatoriedade da vacinação pode ir contra o direito ou princípios dos indivíduos. Visto que no ano de 1904, durante o governo de Rodrigues Alvez, ocorreu a Revolta da Vacina, causada pela Lei de Vacinação Obrigatória proposta pelo governo e pelo desconhecimento de grande parte da população sobre a finalidade da vacina. Desse modo, tal ocorrência desmonstra que a imposição da vacina como obrigatória pode gerar desconforto e repulsa por parte do corpo social, podendo acarretar na invasão de privacidade e na ampliação dos movimentos anti-vacina já existentes, assim, restringindo ainda mais as taxas de vacinação no país.
Dado exposto, a fim de garantir o cuidade com a saúde e a vacinação as escolas, formadoras do intelecto, pode expor a alunos e pais a importância desse ato. Primeiramente, como medida paliativa, ela pode por meio de palestras apresentar a tragetória da vacinação ao longo dos anos e a sua relevância na erradicação de certas doenças com a finalidade de conscientizá-los. Concomitantemente, como medida estrutural, ela pode, por meio de aulas de biologia, história e sociologia, orientar seus alunos sobre a composição da vacina e a consideração dos direitos pessoais a fim de reduzir impactos sociais e midiáticos nos programas de vacinação. Como efeitos, ela formará um corpo social consciencioso e poderá obstar os movimentos anti-vacinas.