Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 28/11/2020

Na série “orange is the new black” a personagem Poussey é assassinada por consequência do racismo da policia. Semelhantemente ao Brasil, em que negros são mortos, seja pela policia ou racismo da população, por conta do preconceito, negros tem mais dificuldade para ascender economicamente e socialmente. Todavia, somente as cotas em universidades públicas são uma maneira eficaz de enfrentar esse problema?

Nesse contexto, vale ressaltar que ocasionalmente negros  são vítimas de violência física como resultado do racismo. Como por exemplo, o caso recente de João Alberto, que foi brutalmente assassinado por seguranças no mercado de acordo com o jornal G1. Dessa forma, o preconceito se torna uma das maneiras de dificultar a vidas dessas pessoas. Assim surge as cotas, que  buscam diminuir a desigualdade  de um sistema que privilegia um grupo racial e cria obstáculos para outro.

Dessa maneira, as cotas são um método de inclusão social  gerando oportunidades de ingresso às universidades públicas para pessoas que dificilmente conseguiriam, por conta da qualidade de ensino nas escolas públicas no país ser muito inferior em relação as escolas particulares, e as distorções sociais geradas pela escravidão no Brasil. Como dizia o ativista político Martin Luther King “eu tenho um sonho, que os negros e os brancos andassem em irmandade e sentassem na mesma mesa em paz”, logo, com as cotas, este sonho se torna uma realidade nas universidades públicas.

Portanto, para diminuir a desigualdade do país, o Estado junto com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), devem por meio de verbas governamentais criar campanhas publicitarias nas redes sociais (meio mais usado entre os jovens),para divulgar o sistema de cotas e as oportunidades que este proporciona. Dessarte, o Brasil poderá se tornar um país menos racista e a população negra poderá ter uma realidade diferente de Poussey, da série “orange is the new black”.