Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 16/06/2020

Mesmo com a efetivação da Lei Áurea no Brasil em 1888, muitos negros ainda são prejudicados pela forma como seus ancestrais foram tratados. Submetendo-os a uma desvantagem educacional e política. Por isso uma alternativa para criar um sistema mais igualitário elaborou-se o sistema de cotas raciais para negros nas universidades.

Os atrasos sofridos pelos negros não se deram pelo fator genético, mas pela história. As consequências de como essas pessoas foram tratadas perpetuam até hoje. Como o fato de que “entre os 10% mais pobres da população brasileira, 78,5% são negros (pretos ou pardos), contra 20,8% brancos. Já entre os 10% mais ricos, a situação se inverte: 72,9% são brancos e 24,8% são negros.” Segundo o IBGE.

E essa diferença não é só vista na economia. “Entre 2016 e 2018, na população preta ou parda, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade passou de 9,8% para 9,1%, e a proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade com pelo menos o ensino médio completo se ampliou de 37,3% para 40,3%” apontou o IBGE. Além de, de acordo com pesquisas, 68,6% dos cargos gerenciais são ocupados por brancos enquanto 29,9% dos negros os alcança.

Por esses motivos as cotas raciais são uma maneira de combater essa desigualdade. E também uma forma de igualar as oportunidades e oferecer a todos os jovens educação de qualidade. As cotas trazem o início de um país mais igualitário, oferecendo aos que sofreram as consequências de uma antiga sociedade racistas as mesmas chances daqueles que foram privilegiados no passado.