Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 15/06/2020

Apesar da Lei de Cotas estar as vésperas de fazer oito anos, a comparação entre a quantidade de negros e brancos que chegam ao ensino superior é extremamente desigual, isso se deve principalmente ao fato de que os negros ainda carregam as mazelas da escravidão sofrida por mais de quinhentos anos. A principal razão para a criação da Lei foi a tentativa de minimizar tamanha exclusão, buscando alternativas para a inclusão social. Apesar de ser importante salientar que o ensino básico de qualidade é fundamental. Sem ele, independentemente de qualquer política de inserção acadêmica, os negros não terão sucesso na faculdade.

Levando-se em consideração que a pobreza também é um fator de segregação e que se deve levar em consideração, sendo os principais afetados os estudantes de escola pública, prejudicados pelo desnível na educação pública e particular. É notável que atualmente a maioria daqueles que consseguem ingressar no ensino superior são os estudantes de escolas particuláres, portanto, a adoção de cotas deve ser uma alternativa mais abrangente, sem segregar as dificuldades no acesso ao ensino superior.

O racismo estrutural, implantado no Brasil desde a época de escravidão, baseia-se em princípios infundados de uma suposta inferioridade da população negra. Por esse motivo, torna-se necessário a adoção de políticas como uma legislação antidescriminatória, além das ações afirmativas para a realização da necessária integração do negro na sociedade. A diversidade nas faculdades tem extrema importância, já que, mesmo após 132 anos da abolição da escravidão o negro ainda carrega mazelas que já deveriam ter sido deixadas para trás a anos, deixando de democratizar o ensino e tratando negros e brancos de iguais para iguais, sem hierarquização social.

É necessário, portanto que haja principalmente um maior investimento na educação pública por parte do MEC e principalmente do Governo, além da divulgação das cotas pelas mídias, principalmente porque a desinformação é um dos pricipais problemas das cotas no Brasil.