Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 09/06/2020

No cenário atual da educação, a diferença entre o nível de ensino de pessoas de classe alta com condições de frequentar escolas privadas e as de classe baixa que a única saída é enfrentar o ensino  das escolas públicas é extremamente evidente. Em vista dessa desigualdade, foi necessário a criação de cotas raciais, que consiste nas reservas de vagas em faculdades públicas ou privadas para grupos específicos. Um dos principais fatores para ocorrer a criação da Lei de Cotas foram o baixo nível de ensino das escolas públicas e o trabalho precoce que muitos jovens praticam enquanto estudam.

Sob esse viés, a baixa qualidade de ensino e infraestrutura brasileira afeta absurdamente os jovens que querem ingressar em uma faculdade. A educação oferecida não tem conseguido dar conta dos aspectos mais básicos e primordiais da aprendizagem, como por exemplo aprender a ler e escrever. Professores que também enfrentam as dificuldades das realidades escolares, além de muitos pais que não participam da educação dos filhos.

Ademais, muitos estudantes de baixa renda precisam trabalhar para ajudar com as despesas de casa, prejudicando ainda mais o aprendizado. O trabalho precoce causa perda de rendimento escolar, crianças e adolescentes que só se dedicam aos estudos tem um melhor desempenho quando comparados com os que dividem seu tempo entre a escola e o trabalho.

Desse modo, as cotas raciais são essenciais para que haja uma inclusão de pessoas de diferentes etnias e classes sociais. È necessário que o Ministério de Educação invista cada vez mais na educação, outra medida que pode ser tomada é de um pequeno salário dado aos alunos de baixa renda, evitando  que trabalhem ao mesmo tempo que estudam, para que em um futuro próximo todos possam concorrer a uma vaga na universidade de igual para igual, sem a necessidade da Lei de cotas.