Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/10/2019

As discussões sobre o sistema de cotas

Sabe-se que o sistema de cotas foi criado nos Estados Unidos na década de 60 e, tal sistema tinha o intuito de diminuir e amenizar as desigualdades sociais e econômicas entre negros e brancos. Ademais, apenas em 2000 o sistema foi utilizado pela primeira vez no Brasil, o primeiro instituto foi a UERJ (universidade do Estado do Rio de Janeiro) e, desde então o sistema continua em funcionamento e apresentou mudanças em relação ao original. Em razão disso, podem-se levar em consideração fatores que levam discussões sobre o sistema de cotas, entre eles estão:  oposição à meritocracia e o aumento de ideais racistas.

Em primeiro lugar, cabe abordar sobre os dois tipos de cotas existentes no Brasil: as cotas sociais selecionam (pessoas que estudam em escolas públicas, pessoas com famílias de baixa renda e deficientes) e as cotas raciais (pessoas negras, pardas e indígenas). Sobre esse conceito, podemos associar que com a utilização das cotas, ocorre a oposição à meritocracia, pois muitos estudantes de escolas particulares tiram notas mais elevadas nos vestibulares e, mesmo assim perdem a vaga para estudantes beneficiados pelas cotas, que algumas pessoas podem possuir até notas menores, diminuindo sua meritocracia.

Outrossim, consegue-se citar sobre o aumento de ideais racistas vindos à partir da utilização de cotas, as cotas reforçam a ideia, que é refutada por toda a ciência moderna, de que a humanidade se divide em ‘‘raças’’, as cotas também geram o preconceito contra pessoas de todas as origens, que gostariam de serem julgadas pelo seu mérito e não pela cor da sua pele.

Indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, cabe ao Governo criar, implementar leis e fornecer parcerias com outras instituições com o intuito de deixar o sistema de cotas justo, através de meios mais rigorosos de seleção de estudantes e, para que assim, as Universidades se conscientizem e entendam que muitas das vezes pessoas sem cotas possuem mais meritocracia que as possuintes.