Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
As cotas podem ser: sociais, utilizadas para reduzir os efeitos da disparidade entre a educação pública e privada; ou raciais, para acertar as dívidas históricas. Ademais, pode-se afirmar que a implementação das cotas foi um grande passo rumo à uma sociedade mais justa e inclusiva, visto há precariedade do ensino público e as injustiças históricas.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há vinte anos atrás, cerca de 60% dos alunos das faculdades públicas pertenciam aos 20% mais ricos da sociedade. Isso se deve ao fato de que os colégios particulares conseguem preparar seus estudantes de modo mais efetivo que os colégios públicos, graças aos maiores orçamentos. Além dos outros impedimentos que a população mais pobre está sujeita, como a necessidade de encontrar emprego, para ajudar no sustento da família, e a vulnerabilidade social.
De acordo com parte da população, as cotas raciais são desnecessárias, pois todos são iguais - o que é absolutamente verdadeiro -, logo supõe-se que deveriam ser tratados igualmente. Entretanto, as condições são desiguais, porque, esta parte da população passou grande parte da sua história sendo subjugada, sem acesso à qualquer tipo de educação formal, tal realidade começou a mudar recentemente - no tempo histórico -, ainda que há passos lentos, por estarem inseridas em uma estrutura racista, logo não há espaço para a meritocracia simplesmente.
Portanto faz-se necessário que medidas sejam tomadas. Assim sendo, o Estado deve nivelar os estudantes de escolas públicas com os de privadas, através do forte investimento na educação e em programas de assistência estudantil, só assim todos terão as mesmas condições e oportunidades, e as cotas tornar-se-ão desnecessárias.