Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

A constituição brasileira é considerada “nova” quando comparada à de outros países que se tornaram independente de metrópoles exploradoras como a de Portugal. Não somente uma proclamação da republica tardia também houve a abolição da escravidão logo após, em 1888, dentre esses dois fatores a escravidão causa estrago em dias atuais devido a falta de assistência que os negros tiveram por parte dos governantes do país na monarquia e também hoje com a republica.

Primeiramente, a abolição dos escravidão não contou com assistência alguma para os alforriados e na atualidade os negros ainda enfrentam dificuldades para acesso aos diretos básicos do cidadão brasileiro como: moradia, saúde e educação. No setor educação as consequências são tão graves como em outros, a dificuldade que o negro, pobre tem para ingressar em uma universidade pública é muito maior do que um branco de classe média e com isso a desigualdade entre raças perdura já que a educação e o maio mais eficaz a longo prazo para redução da desigualdade social.

Além disso, a educação pública no país conta como uma defasagem muito grande de investimentos em infraestrutura e profissionalização de professores e mestres, isso também corrobora para um baixo desempenho dos alunos nas provas de vestibulares, que tem como base a exclusão de candidatos menos preparados. E por isso as cotas raciais se tornou crucial não só para o ingresso de estudantes negros, mas para estudantes  pobres com baixa acessibilidade a um estudo de qualidade que possibilitaria a entrada deles na graduação sem necessidade de cotas.

Sendo assim, as cotas foram aderidas pelas universidades e outros programas como uma forma imediata de resolver um problema de segregação racial/social, mas para um reparo eficaz o Governo Federal deve investir com mais efetividade no setor de educação já que ela é o meio principal para a mudança social a longo prazo.