Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
Desde a colonização brasileira, em 1530, negros e indíos foram inferiorizados pelos colonizadores. Hoje, no Brasil, percebe-se um avanço na tentativa de inclusão de grupos marginalizados na sociedade, principalmente por meio de cotas no ensino superior. Entretanto, a falta de um ensino público de qualidade e as poucas políticas públicas no combate a desigualdade social no país, são fatores que retardam uma inclusão efetiva.
Em primeira análise, é válido resaltar que em 2012 foi criada a lei de Cotas Nacional, que destina 50% das vagas em universidades federais aos estudantes de escolas públicas, que sejam de baixa renda, negros, pardos, indígenas ou portadores de deficiência. Dessa forma, é reconhecida a importância dessa medida constitucional. Contudo, a participação desses grupos no ensino superior ainda é pouca, o que evidencia ser necessário mais políticas governamentais no combate a essa desigualdade.
Outrossim, torna-se claro que as escolas municipais brasileiras não possuem uma qualidade necessária para superar e reverter essa mazela histórica. Pois, quando os estudantes chegam no ensino médio, não conseguem uma preparação suficiente para competirem com alunos da educação particular, ficando assim em desvantagem.
Portanto, tendo em vista a problemática acima dissertada, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, o Governo Federal, principal responsável por garantir o avanço social, deve destinar mais verbas para o Ministério da Educação e proporcionar melhorias no ensino público brasileiro. Reformas de escolas mucipais, capacitação de professores e oferta de todos os instrumentos necessários para os estudantes conseguirem uma preparação eficiente. Ademais, é preciso que o Ministério da Cidadania crie um auxílio estudantil que beneficie diretamente estudantes do ensino médio, com uma transferência mensal de dinheiro aos alunos que tiverem maior participação e desempenho escolar. Assim, o Brasil poderá ter uma inclusão efetivada.