Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

A desigualdade social no Brasil, problema que persevera sem solução, tem dentre suas externalidades a heterogeneidade de oportunidades de acesso à educação de qualidade. E, visando paliar essa situação, em que o acesso a boas escolas são restritos a quem tem condições de pagar, foi criado o sistema de cotas para universidades públicas mediante ações afirmativas.

Sobretudo, é necessário ter em mente que a função das cotas não é resolver, mas sim atenuar o problema criado pela disparidade de qualidade de ensino entre a rede pública e a rede privada de ensino fundamental e médio. Sendo assim, ela funciona bem como uma solução provisória para a democratização do acesso às universidades públicas enquanto o problema principal aludido anteriormente não foi resolvido.

Tendo em vista o problema da falta de oportunidade que as pessoas de baixa renda tem para conseguir acessar um curso superior em instituições públicas, nota-se a eficiência das cotas em ajudar a equalizar este problema no curto prazo, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o ingresso de estudantes pobres nas universidades públicas entre 2004 e 2013 aumentou 400%. Isso mostra que as ações afirmativas para a inclusão social nas universidades vem surtindo efeito positivo.

Portanto, compreende-se a necessidade de cotas sociais promovidas pelo setor público com a finalidade de, no curto prazo, equalizar o ingresso de alunos oriundos de escolas públicas com os das escolas privadas. E, no longo prazo, é necessário que o governo federal faça um estudo e implantação de métodos de ensino que funcionam ao redor do mundo, afim de melhorar cada vez mais o sistema de ensino nacional, até que as cotão não sejam mais necessárias.