Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 30/11/2020

Em 2012, foi sancionada a Lei de Cotas, que tem como objetivo promover a inclusão das minorias da sociedade, como os pretos, pardos, indígenas e pobres. Essa lei garante 50% das vagas em Universidades Federais para esses grupos, e assim reduz a desigualdade social. Desse modo, a cota nas universidades é de extrema importância para equiparar as diferentes classes sociais, entretanto ainda deve passar por algumas mudanças para evitar eventuais injustiças e cumprir o seu objetivo.

A priori, é preciso entender como as cotas promovem a inclusão das minorias. Segundo os historiadores, em 1888, quando ocorreu a abolição, os negros escravizados ficaram a mercê da sociedade, uma vez que não foram indenizados e não possuiam condições básicas para a sobrevivência, como moradia e emprego, e ainda sofreram com o preconceito, os deixando mais vulneráveis. Assim, começa a história dos negros no Brasil, marcada pela desigualdade e a discriminação, que perpetuam até a atualidade. Portanto, as cotas vieram como uma forma de remediar as injustiças cometidas com essa minoria ao longo desses anos, por isso se faz tão importante.

Segundamente, é necessário lembrar que, por ser uma lei ainda recente, precisa ser ajustada para que funcione corretamente, posto que, ainda hoje ocorre muitas fraudes no sistema de cotas. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, desde 2017, foram expulsos de universidades federais, 163 estudantes por fraudes em cotas raciais, dado que mostra a importância da criação de novas regras e mecanismos para deixar ainda mais justa essa lei. Uma vez que as cotas de universidades são essenciais, para que essa população menos favorecida tenha a oportunidade de melhorar as condições de vida.

Em suma, vê-se a necessidade da continuidade e implementação da Lei de Cotas, para a redução da desigualdade social no Brasil. A fim de que seu objetivo seja cumprido corretamente, é preciso que o Ministério da Educação crie um sistema de reconhecimento facial complexo, que consiste em já na inscrição para o vestibular exigir uma foto do candidato, que será comparada, no dia da prova, com a identidade do aluno, e ainda uma terceira etapa que acontecerá no ato da matrícula, sendo comparadas as fotos anteriores com uma foto atual do estudante. Em conjunto com essa atitude, deve-se também investigar os alunos já matriculados nas universidades por meio do sistema de cotas, buscando achar as fraudes. Só assim o país conseguirá diminuir a desigualdade social, equiparar os erros cometidos ao longo da história com a população negra e cumprir o real objetivo da Lei de Cotas criada em 2012.