Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 30/11/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal do Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade. Entretanto, a dificuldade enfrentada pelos estudantes de colégios públicos para ingressar em uma universidade pública impossibilita que essa parte da população desfrute desse direito universal na prática. Isso se deve, sobretudo, às péssimas condições das escolas públicas e às desigualdades socioeconômicas.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o problema deriva da negligência do governo. Segundo a Fundação Lemann, o Brasil está entre os países que menos investe em educação, esse fato contribui para a desigualdade tendo em vista a diferença entre a educação que os alunos dos colégios particulares recebe em comparação dos os alunos dos colégios públicos.

Ademais, cabe ressaltar que o problema ocorre devido às desigualdades socioeconômicas. De acordo com o IBGE, 61,4% dos estudantes de colégios públicos tem renda per capita menor que meio salário mínimo por mês, esse fato corrobora para a diferença da educação dos alunos da rede pública uma vez que eles estão em desvantagem em comparação com os outros, logo, as cotas é muito necessária para a não perpetuação desse cenário infeliz.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo, responsável por garantir o direito à igualdade, promova melhorias na rede pública por meio de investimentos nas escolas e programa de incentivos aos estudos. Nesse sentido, o intuito de tais medidas é a igualdade no acesso ao ensino público e de qualidade.