Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
O sistema de cotas foi chegando ao Brasil apenas em meados dos anos 2000, sendo a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) a primeira implementando o mesmo. Logo após, outras universidades foram adotando esse meio que visa à igualdade. Em teoria, as cotas universitárias, sejam elas sociais ou raciais, tendem a buscar uma forma de melhor miscigenar e incluir pessoas de diferentes classes no ensino superior, mas, na prática sabe-se que isso não acontece de forma íntegra, já que a educação não é prioridade no Brasil e também pelo histórico de segregamento entre o povo brasileiro.
Primeiramente, entende-se por cotas um modelo de inclusão que visa diminuir a desigualdade social e educacional entre a população, principalmente quando se refere ao ingresso de estudantes no ensino superior. Segundo a revista “Veja”, as escolas públicas possuem um ensino inferior ao de particulares, o que recorrentemente é visto, tanto no dia a dia quanto em documentários, o descaso do Governo em relação à educação pública. Em suma, quando fala-se dessas duas modalidades de ensino percebe-se que realmente precisam existir as cotas para haver uma inclusão de alunos estudantes de redes públicas nas universidades, já que os de particulares tecnicamente já têm “um pé dentro da universidade”, diz o jornal Folha de São Paulo.
Ademais, esse sistema está relacionado à tentativa de correção de uma “injustiça histórica”, ocorrida no início do Brasil Colônia, a escravidão. Desde então, essa problemática vem segregando a sociedade brasileira de forma que ainda nos dias atuais afeta às oportunidades de pessoas negras, seja em um menor acesso ao ensino superior ou até mesmo no mercado de trabalho. Por conseguinte, a desigualdade social no Brasil aumentou em 2018 segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de forma que venha a reforçar à importância da criação e aprovação da Lei nº 12.711, de agosto de 2012, conhecida também como Lei de Cotas.
Portanto, visto isso, é possível concluir que de fato que as cotas nas universidades vieram para incluir e não retroceder. Ainda que exista esse sistema, ele não é totalmente abrangente e eficaz, já que, se observa que a desigualdade continua crescendo. Logo, visando a igualdade, o Governo, em conjunto com o MEC, deve ter uma maior preocupação com a implementação de um ensino educacional público melhorado, por meio da contratação de mais profissionais experientes no ramo ou até mesmo uma educação em tempo integral, com atividades extracurriculares, por exemplo, podendo assim, melhor preparar seus estudantes para o ingresso no ensino superior, consequentemente aumentando seus índices de aprovação.