Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/11/2020
Desde os tempos remotos da história do homem, a educação está diretamente ligada à condição social. Assim sendo, em 387 a.c, Platão fundou em Atenas uma escola filosófica chamada Academia, na qual, para poder estudar nela os alunos deveriam ter conhecimentos em matemática, algo impossível para muitos cidadãos da época, já que eram difíceis as condições financeiras. Atualmente, ainda existe este tipo de separação de classes. No entanto, visando erradicar esta problemática, uma lei foi formulada para tentar tornar igualitária a rede de ensino superior. Por certo, foi perceptível que se obtiveram diversas inclusões, mas, além disso, existe um retrocesso devido a essa legislação, que fortalece a desigualdade na educação básica e o preconceito entre raças. Logo, para que ajam apenas vantagens na educação do Brasil, é necessário que se reformule estes métodos.
Certamente, o sistema de ensino público é deficiente comparado ao de escolas particulares, o que torna injusta a competição para a conquista de uma vaga no curso superior. Segundo mostra o site Melhor escola.com, há cerca de 51 milhões de alunos matriculados na educação básica, sendo que apenas 18% destes aprendizes estudam em escolas particulares, ou seja, a grande maioria das pessoas não têm as mesmas oportunidades de entrarem nas universidades, isso torna a inclusão de cotas um fator importante enquanto a desigualdade na rede de ensino básico estiver presente.
Ademais, conforme o portal de notícias da Globo (G1.com), o índice de carência se eleva no país, chegando a 13,5 milhões de cidadãos entre negros e brancos. Consequentemente, essas pessoas que estudaram ou estudam em escolas públicas têm grandes dificuldades de inserir-se em faculdades, no entanto, apenas as pessoas consideradas como minorias têm o direito de solicitar a lei da cota estudantil. Visto que, não só os negros precisam de auxílio para ingressar no ensino superior, existem, também, muitos brancos de baixa renda que fariam bom uso deste recurso. Logo, emite-se um sentimento de diferença entre pessoas que tiveram o mesmo ensino, mas que têm raças divergentes, e isso corrobora com o preconceito que se tenta combater.
Em suma, embora as cotas tenham sido criadas para o aumento do índice de alunos negros nas universidades, ainda existem pontos negativos como os citados. Assim, o Governo Federal, em junção ao Ministério da Educação; a partir de verbas destinadas à área, deverá investir na qualidade da rede de ensino público, estabelecendo um padrão igualitário entre o público e o privado, ao invés de fornecerem as cotas, e dessa forma, todos estarão preparados para prestarem os vestibulares. Tal ação será feita por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Enfim, como rege nos Direitos Constitucionais, devem-se erradicar as desigualdades sociais e ter repúdio ao racismo.