Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/11/2020
Mediante a constituição de 1988, é dado também ao individuo o direito de acesso a educação. No entanto, é possível notar uma elitização nas universidades, sendo assim dificultando ao acesso de uma grande parcela de jovens e adultos, incluindo principalmente, negros e pobres.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que as cotas nas universidades são sim, um ato de inclusão, visto que ela possibilita o ingresso de pessoas que não obtém um grande poder aquisitivo, visando também dar oportunidade ao negro por meio da legislação antidiscriminatória, que alguns países utilizam, inclusive o Brasil. Visto que a universidade é um direito de todos, no entanto, ela não é feita para todos. Isso se deve ao baixo número de vagas para os cotistas, ficando geralmente entre cinco a seis vagas, por outro lado é visto uma quantidade muito maior na ampla concorrência, com isso favorecendo essa desigualdade.
Cabe mencionar, em segundo plano, que as cotas não são um retrocesso. Elas são uma forma de minimizar essas mazelas existentes no nosso país, visto que, negros e pobres dificilmente conquistariam uma vaga se não houvesse esse sistema. isso acontece pela falta de uma boa educação básica que as escolas públicas oferecem, enquanto isso pessoas com maior poder econômico, poderiam pagar uma escola de boa qualidade para seus filhos, e de fato eles teriam um melhor preparo para concorrer as vagas para as faculdades federais, tirando a oportunidade dessa parte da população.
Infere-se, portanto, que o MEC priorize as escolas públicas de base visando um planejamento de melhoria, para que as escolas consigam concorrer com as particulares, visando diminuir essa desigualdade de ensino. E que o MEC junto com o ministério da fazenda possa aumentar as verbas das faculdades possibilitando então aumentar as vagas para os cotistas, para que mais jovens e adultos conquiste seu espaço nas universidades, e assim tornando esse espaço menos elitizado.