Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/11/2020
Infelizmente, coisas absurdas já aconteceram no passado e continuam acontecendo, como o racismo. Há um tempo atrás, como todos sabem, os negros eram escravizados tanto por brancos como pelos próprios negros detentores de maior poder. Foi horrível e indiscutível mas, deve-se levar em conta de que tudo isso aconteceu em outra época, outra cultura, e outros modos de pensar, não obstante vemos os ecos disso nos dias atuais.
A escravidão foi algo incutido na sociedade, que considerava normal a situação. Os filhos dos negros já nasciam escravos e alguns até se conformavam com a situação. Porém, a maioria dos negros não aceitavam. Com o passar do tempo, e as constantes revoluções, tudo isso foi mudando: hoje já não existe mais escravidão de negros (pelo menos não divulgada), e as pessoas estão se impondo, sendo elas brancas ou negras, exigindo seus direitos e igualdade. Um exemplo foi o protesto na ponte de Manhattan contra o racismo após o que aconteceu com George Floyd. Naquele lugar haviam várias pessoas, não só negros, mas estavam todos com o mesmo objetivo: protestar contra o racismo.
O reflexo destes anos de escravidão é a menor presença de negros nas universidades. Se, por um lado, o sistema de cotas busca dar uma alavancada para diminuir essa desigualdade, por outro, traz um desconforto por parte dos brancos que, não viveram essa história mas agora se sentem prejudicados pelo sistema.
Tratar a todos como estudantes, indiferente da cor ou raça, traria um alívio para sentimentos de angústia alimentados por tantos anos. Além disso as novas gerações saberiam da escravidão apenas nos livros de história.