Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 30/11/2020

O acesso às universidades públicas do Brasil é limitado devido a pouca disposição de vagas. Dessa forma, as instituições elaboram processos seletivos, procedimentos que fomentam a desigualdade educacional do ensino superior. Em virtude disso, há programas de inclusão social que buscam viabilizar a inserção das classes menos privilegiadas nas universidades.

Em primeira análise, é necessário destacar que no país a educação pública do ensino fundamental ao médio muitas vezes é precária. A partir disso, os dados do estudo realizado em 2018, pela Education at a Glance, demonstram que os investimentos do Brasil, no processo educacional, por aluno está estagnado há 3 anos. Com isso, a carência de recursos financeiros mantém baixa a qualidade do ensino, pois sofre, frequentemente, com falta de professores, tecnologias complementares e pouca infraestrutura.

Em segunda análise, é válido evidenciar que as características citadas atingem majoritariamente a classe social de baixa renda. Ou seja, o ingresso dos estudantes em vulnerabilidade econômica é dificultado durante o processo seletivo, porque há dificuldade ao acesso à um ensino de qualidade. Por isso, as cotas, como as sancionadas pela ex-presidente Dilma, apresentam um papel fundamental para o progresso educacional.

Em suma, os processos seletivos das universidade, fomentados pelo déficit de vagas, não consideram o percurso educacional individual, fato que dificulta a entrada dos alunos em vulnerabilidade econômica nas universidades públicas. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve assegurar o ingresso desses estudantes nas universidades. Para isso, são necessários projetos sociais, como as cotas raciais e econômicas. Isso pode ser feito pela obrigatoriedade das reservas de vagas para esse público, imposta pelo MEC. Assim,  efetiva-se a democratização das universidade públicas.