Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

Diante da longevidade da desigualdade social no Brasil, foi criado o sistema de cotas, visando a inclusão de todos os cidadãos nas universidades. Dito isso, é importante salientar que negros e pobres são os mais beneficiados, pois historicamente são os que sofrem maior reclusão. Desse modo, esse sistema é necessário porque o país tem o ensino público fragilizado e sofrem com desigualdade histórica-cultural.

É relevante enfatizar, primeiramente, que a fragilidade das escolas públicas impossibilitariam que um número expressivo de alunos ingressarem em um curso superior, se não tivessem as cotas. Isso ocorreria devido a má organização educacional e profissional nas escolas, que sofrem com a falta de livro para os alunos e com professores despreparados para lecionar. Segundo o dado divulgado pelo Ministério da Educação(MEC), dos mais de 518 mil professores da rede pública, 200 mil dão aula em uma área diferente da qual se formaram. Dessa maneira, tornando os alunos refém das cotas, pois já que não conseguiriam competir com aqueles que tem ensino de qualidade.

Além disso, a desigualdade enraizada na cultura da sociedade brasileira, também reforça a importância do sistema de cotas na construção da igualdade social. Nesse viés, mesmo depois da abolição da escravidão os negros não tinham direitos de estudar, pois as escolas ainda eram elitizadas, criando um novo modelo de exclusão, o intelectual. Consoante a isso, a criação das cotas raciais é um grande passo pra eliminar essa marca cultural de que os negros são inferiores e não podem ascender na vida. Desta forma, promovendo uma comunidade mais justa e igualitária, com oportunidades para todos.

Fica claro, portanto, que com a rede de ensino público fragilizada e a desigualdade histórica-cultural, faça com que o sistema de cotas seja importante na vida dos estudantes. À vista disso, é necessário que o MEC remova os professores que não são formados e coloque cada um em sua área de especialização, a fim de que os alunos recebam o melhor ensino possível. Ademais, é evidente que o governo continue promovendo campanhas, por meio das mídias digitais buscando conscientizar que as pessoas independente da cor tem as mesmos direitos como qualquer outra. Logo, fazendo com que a história do Brasil não mais se caracterize pela opressão, e sim pela liberdade, promovendo um país sem limitações.