Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 30/11/2020

A economia Brasileira é marcada pela escravidão dos povos Indígenas e negros, como por exemplo nos Engenhos de Açúcar. Paralelo a isso, no desenvolvimento da história do Brasil é evidente a discriminação em relação aos negros e indígenas, os deixando a margem da sociedade e os privando de oportunidades. Logo, é de suma importância as ações afirmativas, como as cotas, como uma medida de inclusão, em cursos superiores e concursos, para corrigir a dívida histórica presente no Brasil.       Primeiramente, as cotas permitem o ingresso de negros, indígenas e estudantes de escolas publicas. É válido entender que após a abolição da escravidão em 1888, pela Lei Aurea, não existiu nenhum amparo legal, permitindo a inclusão dos negros na sociedade, os deixando excluídos, e sem perspectivas de ascensão social. Deste modo, as cotas, permitiram um espaço para cursos superiores e concursos devolvendo oportunidades que durante anos foram restringidas, devido ao racismo e a discriminação estrutural e cultural em relação aos negros e indígenas no Brasil.

Ademais, outro grupo que tem por direito as cotas são os estudante de escolas públicas, pois, infelizmente o sistema educacional no brasil comparado às escolas particulares é inferior. Em resumo, segundo o censo escolar de 2017: as escolas públicas são carentes de investimentos em infraestrutura, tecnologia e materiais escolares. Nessa análise, os alunos chegam em condições diferentes para concorrer às mesmas vagas. Tendo em vista essa perspectiva, as cotas surgem para corrigir o abismo existente na qualidade de ensino entre as escolas públicas e privadas.

Portanto, as cotas são importantes, mas devem ser temporárias, assim, o Governo Federal deve promover medidas para que as cotas deixem de ser necessárias. Para isso, deve-se investir no desenvolvimento das escolas publicas, melhorado a qualidade de ensino, além de promover campanhas nas escolas e mídias sócias, visando romper com o pensamento de inferioridade em relação aos negros e indígenas. Para que assim, possa garantir a igualdade de oportunidades entre os indivíduos.