Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
Um problema existente no Brasil é a discordância em relação às cotas nas universidades. É possível observar que o país necessita de ações que contribua com a melhoria de vida da população negra, pois existe uma dívida histórica que coloca esse grupo numa posição desfavorecida. Nesse sentido, a falta de reconhecimento da necessidade de cotas ocorre pela negação do sistema opressor ainda existente e defesa da meritocracia, prejudicando o bem-estar desses civis.
Primordialmente, é importante salientar que o cenário atual é um problema pois nega a posição precária que a população negra se encontra. Pode-se dizer que após a abolição da escravatura, os negros não tiveram os direito assegurados, assim como foram incluídos na esfera mais pobre da sociedade brasileira, contribuindo com a realidade atual. Dessa forma, as cotas nas universidades contribuem para que essa parcela populacional que foi marginalizada historicamente, possa ter uma chance maior de ascensão social e econômica.
Em segundo plano, é possível observar que a dificuldade em solucionar o problema se dá pela crença de que existem oportunidades pra todos. Apesar das cotas não serem a solução ideal para o conflito, ainda é uma forma de tentar diminuir as discrepâncias existentes, no entanto, os mais favorecidos defendem que todos têm a mesma capacidade, sem considerar que alguns não tem acesso ao mínimo para viver. Sendo assim, a crença de que há meritocracia contribui com as relações hierárquicas e coloca em risco a democracia.
Portanto, medidas são necessárias pra resolver o impasse. É ideal que o Ministério Da Educação invista em infraestrutura escolar e qualidade de ensino, visando tornar as escolas públicas eficientes como as particulares, juntamente do Poder Executivo investindo em Direitos Básicos, para que a população mais pobre possa ter tempo e condições de estudar, assim como os mais favorecidos. Desse modo, os desafios em relação às cotas nas universidades serão amenizados no século XXI.