Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/11/2020
O Brasil é uma nação historicamente desigual e má administrada. Por essa razão, as desigualdades são notórias no âmbito social, economico e educacional. Em relação à educação, as diferenças entre o ensino público e privado são discrepantes. Devido a isso, houve a criação do Sistema de Cotas como uma tentativa de inclusão, cujo objetivo é promover um processo seletivo mais “justo” em um país com uma administração falha e repleto de desigualdades.
Em primeira análise, é indubitável que poder público não investe em educação de qualidade. Por causa disso, a área educacional do Brasil é repleta de falhas. Já dizia Peter Drucker, pai da administração moderna, que não existem países subdesenvolvidos, mas sim países subadministrados. Nessa perspectiva, percebe-se que a falta de comprometimento com a administração pública é um dos fatores responsáveis pela baixa qualidade de ensino das instituições públicas. Assim, o Brasil não investe em educação porque é um país subdesenvolvido, mas, pelo contrário, é uma nação subdesenvolvida porque, na verdade, não investe em educação. Dessa forma, é de se esperar que o governo crie medidas para amenizar as discrepâncias existentes na sociedade brasileira. de oportunidade através da criação das cotas.
Em segunda análise, é inquestionável que uma má administração, consequentemente, acentua as desigualdades socioeconômicas entre os indivíduos. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Desse modo, na visão do teórico a educação é a ferramenta responsável por (a escola como uma das principais instituições sociais) auxiliar no desenvolvimento do indivíduo tanto como um ser crítico e pensante acerca da realidade que o rodeia, quanto o contrário. Nesse contexto, as cotas buscam promover uma maior igualdade, tentando incluir as pessoas.
afim de que mais pessoas consigam ingressar nas universidades públicas.
Diante do déficit educacional no Brasil cabe, portanto, ao poder público, aliado ao Ministério da Educação e ao Ministério da Economia, investir em educação de alta qualidade desde a primeira infância, por meio de políticas públicas que visam melhorar a infraestrutura das instituições e qualificar os profissionais da educação, a fim de tornar o acesso à educação realmente democrático. Além disso, a instituição educacional deve estimular, através de debates e de aulas, na construção/ formação dos estudantes como seres críticos. Assim, a educação irá, de fato, exercer sua função conforme o pensamento kantiano e haverá outros fatores com o intuito de expandir a igualdade, além das ações afirmativas, no Brasil.