Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 18/05/2020

Ao analisar o tema de cotas raciais vê-se que desde a abolição da escravidão, pela Lei Áurea em 1888, não houve medidas para inclusão de populações prejudicadas durante tal período até a implementação das cotas. Não obstante, de maneira análoga às rochas sedimentares, as facetas sociais se constroem lentamente, via pequenos constituintes de um todo. Nesse sentido, o racismo enraizado na cultura brasileira é o principal responsável por não haverem mais providências que englobam negros e indígenas na sociedade.

Em primeiro lugar, segundo Immanuel Kant, “ o homem é o que a educação faz dele”, depreende-se, portanto, a importância da mesma na formação do contingente demográfico. No entanto, entre jovens de 15 a 29 anos, a taxa de 34 mortes a cada 100 mil habitantes, as quais 98,5 são pretos e partos, conforme a revista Exame, revelam a hodierna realidade de adolescentes de origem africana ou indígena. Portanto, similar ao nazismo, ato que desencadeou a Segunda Guerra mundial, há uma superioridade, agora entre brancos, à um povo, o qual é subordinado à violência.

Em segundo lugar, ainda sob esse ângulo, de acordo com teorias Dawinianas de seleção natural, apenas os seres mais rápidos e fortes sobrevivem. Assim, os indivíduos menos adaptados pela falta de cuidado e consequentemente fragilizados pelo assíduo racismo no cenário tupiniquim, relatam a urgência de atos contra a superioridade de uma raça perante a outra, uma vez que um artigo da revista Exame demostra que 54% da população é negra e sua participação no grupo dos 10% mais pobres do país é 75%. Por fim, de acordo com os fatos supracitados que exibem a lacuna social existente, demonstra-se um grande desafio para o Brasil superá-los.

Em vista dos fatos elencados, é mister o combate para mitigar essa problemática. Destarte, é pertinente trazer a lei da Inércia de Isaac Newton, enquanto a força da educação e iniciativas governamentais não agirem sobre a “rocha” da sociedade canarinha, a situação manterá seu movimento. Ademais, urge que o Governo federal por meio de instrução pedagógica para todos, como cotas, porém em escolas estaduais, dê importância às comunidades, afim da melhoria na condição de vida de 54% da nação. Finalmente, haverá o início do árduo caminho para uma sociedade emancipada de preconceitos.