Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 05/11/2020

O impacto do COVID-19 foi mais chocante do que a crise financeira de 2008.

O desenvolvimento do novo coronavírus afetou diretamente os mercados em todo o mundo e também fez com que os investidores se preocupassem com o impacto da economia global. Como resultado, as bolsas de valores continuam a receber a atenção de vários veículos porque são afetados e enfrentam maior volatilidade do que o mercado de renda variável normalmente. Por exemplo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou que a pandemia de Covid-19 mergulhou a economia mundial em uma nova recessão. Para muitos economistas, o impacto do vírus foi mais chocante do que a crise financeira de 2008.

Devido ao coronavírus, a China, segunda maior economia do mundo, já passou por grandes mudanças e fechou muitas fábricas e shoppings. Além disso, o país colocou em quarentena várias regiões,  por causa do medo de doenças infecciosas, um grande número de chineses ficou em casa.

Muitas empresas, por exemplo, adotaram o home office para evitar o contágio de seus funcionários. Vários comércios e fábricas também foram obrigados a fechar as portas como medida de prevenção à pandemia.

Ángel Gurría, enviou uma carta a Paulo Guedes, ministro da Economia, na qual classificou a nova pandemia de Corona vírus como uma “ameaça sem precedentes” para a economia mundial. Ele sugeriu que o Brasil aumentasse os gastos públicos para escapar da crise. O Goldman Sachs reduziu sua previsão para o produto interno bruto (PIB) dos EUA neste ano de 1,2% para 0,4%. Para o primeiro trimestre, o banco revisou o crescimento econômico de 0,7% para 0%. No segundo trimestre de 2020, a queda foi ainda maior, passando de 0% para 5%.

Para a China, o Goldman Sachs (Goldman Sachs) começou a prever que crescerá 3% até 2020, ante 5%. No primeiro trimestre deste ano, o banco reduziu a taxa de crescimento anual projetada para o produto interno bruto (PIB) da China em 2,5%, enquanto a atividade econômica encolheu 9%.

O mercado de capitais é o principal tipo de investimento afetado pela disseminação do coronavírus, pois a maioria das empresas que negociam em bolsa de valores enfrenta a decisão do governo de conter a disseminação da doença.