Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 08/07/2020

A Peste Negra, no final da Idade Média, impactou, profundamente, não apenas a realidade social dos europeus, mas também a economia, intrínseca à política, visto que houve um enfraquecimento dos feudos; fator que culminou no fortalecimento dos reis e da classe burguesa. Analogamente a esse período histórico, a pandemia do coronavírus gera uma forte crise econômica mundial e, em sequência, desencadeia não só questionamentos sobre o neoliberalismo, doutrina econômica vigente no Brasil, mas também expectativas sobre a realidade econômica iminente. Desse modo, cabe analisar o quadro pandêmico e impor medidas que almejem uma estabilidade econômica.

A princípio, o neoliberalismo é posto em xeque. Tal doutrina, oriunda do liberalismo de Adam Smith, defende a pouca ou nula intervenção do Estado na economia e ganhou força no Brasil a partir de 1990, com privatizações industriais. A crise econômica do covid-19, entretanto, enfraquece os empresários, os quais, em decorrência disso, buscam, por exemplo, empréstimos de dinheiro a baixo juros em bancos estatais e redução ou isenção de impostos; ou seja, a classe empresarial procura o amparo do Estado para a manutenção de seus negócios. É evidente, portanto, o intervencionismo estatal nessa situação pandêmica, assim como ocorreu a consolidação dos reis, em detrimento dos feudos, após a Grande Peste.

O futurismo, ademais, refletia os avanços tecnológicos do começo do século XX e as expectações da nova configuração social, ante à Primeira Guerra Mundial, nas obras artísticas. Nessa perspectiva, o período pandêmico atual colaborou com a mudança do cenário social e, consequentemente, econômico, uma vez que a tecnologia é o principal intermédio para compras e vendas, reuniões de trabalho, exemplificando; além disso, como forma de lazer, os indivíduos buscam entreter-se com livros, shows online, filmes, séries, isto é, arte. É indiscutível, dessa maneira, que a sociedade enfrenta a pandemia apoiada nas transformações tecnológicas e obras artísticas e literárias, da mesma maneira que os futuristas; esse aspecto presume, logo, a provável próxima realidade econômica.

Reitera-se, à vista dos fatos abordados, a fragilidade econômica e a reconfiguração do cenário atual, no tocante à pandemia do coronavírus. Assim sendo, o Ministério da Economia deve criar um aplicativo e disponibilizá-lo nas plataformas digitais, com o intuito de advertir os indivíduos, sejam empresários, empregados, artistas, entre diversos outros grupos sociais, sobre a situação econômica do país, além de orientá-los a administrar, de maneira mais eficiente, seus negócios e suas finanças. Por conseguinte, é possível formar seres sociais mais instruídos e preparados para momentos de desequilíbrios econômicos, como no caso da pandemia do covid-19.