Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 04/07/2020
A pandemia de Covid-19 (Corona Virus Disease 2019) ou SARS-CoV-2, vem impactando não só áreas remetentes a saúde em escala global, mas também vem gerando repercussões em áreas econômicas, culturais e sociais como nunca antes na história epidemiológica, deixará marcas na sociedade, mudando comportamentos e maneiras de viver, além de rasgar a economia mundial.
Além de causar as milhares de mortes e debilitar totalmente os sistemas de saúde, forçando investimentos e compras de equipamentos médicos, o principal fator que desacelera e retrocede economias ao redor do mundo é o distanciamento social e o fechamento do comércio, só o primeiro já causa problemas para alguns estabelecimentos e em si já é dificultoso para muitos pontos comerciais.
Os trabalhadores sem acesso a home office, os estabelecimentos de microempreendedores, supermercados e até mesmo empresas nacionais vem sofrendo com esse fenômeno, aumentando o nível de desemprego e de empresas falidas, gerando outros problemas sociais, como fome, falta de qualidade de vida e abrindo um buraco no bolso da população. Neste contexto, o governo brasileiro, tomou medidas que visam reduzir a crise econômica (que aliás já existia); permitiram abertura de alguns estabelecimentos, flexibilizaram a quarentena e por vezes diminuíram a importância do distanciamento social e do vírus, o que acabou gerando um grande debate político no país, tornando um assunto que antes era de âmbito social, que tocava saúde e economia, em uma propaganda política, um lado defende a “vida” e o outro o “bolso do povo”, ambas populistas, tirando o vírus do topo da lista de vilões sociais nessa quarentena.
Isto é, além da contaminação depender totalmente da consciência de cada pessoa, o mal caratismo e a falta de empatia tomam conta nesse momento especial, afinal, tudo sempre se baseia em alcançar o poder, manter-se nele ou até mesmo se despreocupar por não estar no grupo de risco. Segundo a Folha, em Jurerê, Florianópolis, no primeiro fim de semana de maio, 8 festas foram identificadas e só no interior de São Paulo, os bailes funk/jogos de futebol movimentaram a quarentena no mesmo mês, estendendo a prática até junho.
Portanto, pode-se concluir que o “abre e fecha” do comércio tem sua importância de lado quando a consciência de uma parcela da população é errônea, afinal, de que vale abrir ou fechar as praças, shoppings, lojas e mercados se as pessoas driblam e encontram outros meios de se contaminar, fato este que é um fardo da má conscientização da mídia e do governo, é certo que o momento que passamos é único e que sirva de aprendizado, mas seria de importância campanhas de conscientização e fiscalização por parte dos mesmos..