Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 04/07/2020
Da noite para o dia, a Pandemia do Covid-19 se tornou o assunto mais falado de toda a imprensa mundial, os governos preveniram-se implementanto o isolamento social, porém inevitável. Com a facilidade dos meios de transporte da atualidade, o vírus muito rapidamente se expalhou pelo mundo. E dentre tanto tempo do isolamento social, uma grande dúvida assombra os governantes, realavancar a economia com a flexibilização do isolamento, ou prezar pela saúde, mantendo todos em casa e diminuindo o contágio drasticamente.
Do nada, tudo mudou, todos tiveram de se adaptar à sua nova rotina, mas em especial, os comerciantes. Alguns decidiram atender via redes sociais ou sites de venda e outros, não tiveram opção a não ser se expor, mantiveram as portas abertas com novos protocolos de segurança. Essa exposição levou alguns estados brasileiros a reforçar as medidas de isolamento social implementando o Lockdown, medida que impõe a permanência das pessoas em casa e proíbe a circulação mesmo com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Medida muito boa relacionada à área da saúde, mas, devastadora para a área econômica.
Já sendo considerado o pior desempenho desde a crise americana de 1929, o Fundo Monetário Internacional (FMI), projeta à partir de pesquisas relacionadas a economia mundial que dos 193 países, uma média de 154 apresentarão um recúo em suas atividades econômicas, causando uma desestabilização de todo o mercado de trabalho. As pessoas das classes mais baixas foram os mais afetados com essa desestabilização, onde muitos perderam seus empregos em consequência das empresas em que trabalhavam quebrarem, ou por conta de uma necessidade de redução de custos para que não necessitarem fechar suas portas.
Contudo, o que pode ser feito para que a economia volte a crescer e que todas essas pessoas de baixa renda voltem a ter seus empregos? Assim, podemos destacar a retomada da agenda de reformas, seria uma solução para o crescimento sustentável, mesmo com uma situação econômica pior, com o desemprego mais elevado e perda do poder de compra. Isto, juntamente com uma PEC Emergencial, que permitiria, entre outras ações, congelar os salários do funcionalimo público. Também reformas administrativas e tributárias, tal ação que segundo Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, livraría-nos de cometermos o mesmo erro que cometemos no pós-crise de 2008, quando continuamos expandindo o fiscal, desestruturando a economia. Caso a PEC Emergencial for aprovada, pode-se pensar em uma mudança no teto de gastos, abrindo assim espaço ao investimento público e dando fôlego adicional às atividades econômicas.