Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 04/07/2020
Em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, a pandemia da gripe espanhola espalhou-se pelo mundo, deixando cerca de cinquenta milhões de mortos. Similarmente, na cidade chinesa de Wuhan, surgiu no final de 2019, o letal Coronavírus, que em março do ano seguinte, espalhou-se por toda a parte. Ainda neste mês, a Organização Mundial da Saúde classificou-o como pandemia global. Até julho, somam-se quase onze milhões de casos e mais de quinhentas mil mortes no planeta. Mas, além dos impactos causados na saúde, o também chamado COVID-19, tem fomentado abalos significativos na economia.
Segundo as orientações da OMS, a população deve manter o distanciamento social e o isolamento como formas de evitar a proliferação do vírus. Entretanto, essas medidas têm ocasionado a redução do consumo, prejudicando diretamente o comércio, serviços, o setor de turismo, entre outros. Com a movimentação econômica afetada e reserva insuficiente das empresas para cobrir seus gastos e compromissos, ocorre uma drástica diminuição da produção. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o PIB mundial sofrerá uma recessão de 3% em 2020.
No Brasil, muitas empresas estão adotando o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, proposta pelo governo, como uma alternativa de diminuir os custos. Porém, ainda assim, aproximadamente 1 milhão de pessoas perderam o emprego no mês de maio, conforme o IBGE. Dessa forma, a crise econômica causada pelo COVID-19 pode acelerar o empobrecimento geral da população brasileira.
Em vista dos argumentos apresentados, a economia do Brasil e do mundo já têm manifestado sinais do grande prejuízo gerado pela pandemia. Portanto, é essencial que o governo, juntamente com os bancos, estejam abertos a negociações, possibilitando linhas de crédito a micro e pequenas empresas, para conter uma “avalanche” de falências. Aquecendo, desse modo, o mercado e oportunizando novos empregos a população.