Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 30/06/2020
Segundo o escritor Pablo Neruda, o indivíduo é livre para fazer suas escolhas, porém é prisioneiro de suas consequências. No entanto, contemporaneamente, os empresários e trabalhadores não tiveram essa liberdade em seus negócios, por conta da covid-19. Sob essa ótica, futuramente, a sociedade brasileira terá que enfrentar diversos desafios econômicos pós-pandemia. Desse modo, a crise econômica e a desigualdade social geram um entrave cada vez mais alarmante no Brasil. Diante disso, é fundamental analisar o atual panorama para desconstruir essa realidade.
Em primeiro lugar, a recessão na economia apresenta íntima relação com a existência dessa problemática. Nesse contexto, de acordo com os dados da Comissão EconÔmica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o Brasil estará em 6º lugar dos países mais atingidos da América Latina, por conta da pandemia, a economia brasileira encolherá 5,2%, sendo um dos piores desempenhos desde 1900. Por conseguinte, gera-se desemprego e muita pobreza no país, sobretudo compreendendo, principalmente, classe baixa e média da sociedade civil. Outrossim, a falta de projetos governamentais na comunidade faz com que esse problema seja cada vez mais grave. Logo, é substancial a mudança desse quadro para que, assim, possam existir melhorias no âmbito social, político e econômico.
Ademais, a desigualdade social é um fator que dificulta o crescimento pós-pandemia. Nesse sentido, o filósofo Adam Smith postulou que “A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”, ou seja, para saber se a nação é rica, deve-se medir pela qualidade de vida de toda a população, não apenas da classe nobre. Entretanto, no Brasil a diferença social é bastante crítico, consequentemente, a classe mais abalada com essa crise serão as minorias, com o alto índice de desemprego. Enfim, é essencial superar esse paradigma.
Portanto, faz-se necessário promover ações que ajudem a reverter essa realidade. Nessa lógica, é primordial que o Governo Federal, como principal representante do povo, crie políticas públicas, por meio de parcerias com empresários e trabalhadores, para que não haja pobreza, desemprego e desigualdade social na sociedade brasileira, com o fito de mitigar a crise econômica. Dessa maneira, os dados serão reduzidos da Cepal em relação aos desafios econômicos pós-pandemia.